Voltando a ativa

dezembro 15, 2011 Deixe um comentário

olá, gmolzaum aqui venho anunciar que estou voltando à ativa meu sumiço, desde setembro, não foi em vão. Eu estava trabalhando com um outro projeto que é meu gameplay de mods de minecraft (*aqui tem um vídeo se quiser conferir) e voltei, hoje a escrever minhas histórias, não tenho nenhum capítulo pronto, mas em breve (coisa de um dia no máximo [tempo que levo pra escrever um capítulo])

o novo episódio, “Veneno” vai ser grande, grande mesmo, coisa de 10 partes pra cima. ESPEREM ANSIOSOS!

CategoriasUncategorized

Minecraft

setembro 4, 2011 Deixe um comentário

” Um monte de boatos foram voando em torno da data de lançamento da atualização 1.8. Muitos declararam que seria saindo última segunda-feira, mas não vimos nada. Novos rumores estão saindo afirmando a atualização virá nesta semana. O objetivo deste post é para matar esses rumores. Mojang declarou várias vezes que ainda há muito trabalho a ser feito em Minecraft 1.8 (animações, ajustes, equilibrando os novos elementos ect), mas eles nunca realmente nos deu uma data de lançamento ou período de tempo. Hoje Mojang co-fundador Jakob Porser twittou que Minecraft 1.8 é, que falta pelo menos, 2-3 semanas para o lançamento do update. Parece que vamos ter que esperar um pouco mais. “

imagem

Para quem ainda nao sabe o que vai ter nesse novo Update aqui esta uma grande lista com o que tem de novo no update:

- Teias de aranha, minas abandonadas e mais
Minas abandonadas serão geradas com o mapa na versão 1.8. Dentro delas, você pode capturar os blocos de teias de aranha e conseguir alguns itens raros, assim como no dungeon. Além das minas, algumas aldeias também vão ser formadas pelo mapa contando com personagens NPC.

- Endermen
Endermen, como todos já devem saber, é o novo mob que será apresentado junto com a atualização. Ele é pacífico até que o jogador olhe diretamente para ele, então o endermen se teletransporta e ataca o jogador. Outro detalhe importante é que ele pode pegar blocos e colocar em outro local, mesmo que seja algo construído pelo jogador.

- Nova iluminação
O Minecraft terá um novo sistema de iluminação que vai tornar tudo muito mais real. A transição entre dia e noite vai ser mais suave, não mais aparecendo a mudança bloco por bloco como é atualmente. Além disso, os objetos que emitem luz vão ter uma iluminação própria diferente um do outro, com cores específicas para cada um, assim fica mais fácil identificar o objeto e também iluminar um local da forma que melhor agradar o jogador. Outra novidade anunciada por Notch é que nas opções do Minecraft agora será possível ajustar o brilho do jogo.

- Experiência e fome
O jogador terá uma barra de fome agora, que indica quanto tempo ele está sem comer. Quanto menos fome o jogador sentir, mais rápido a sua vida irá se regenerar depois de ter algum dano. Uma grande novidade é que agora teremos novas carnes para comer, contando com a carne de vaca e até carne de zumbi.
Ao matar mobs, o jogador poderá pegar pontos de experiência para evoluir e também comprar presentes no futuro. Os presentes ainda não foram divulgados, mas o Notch garantiu que vão valer a pena.

- Rios e oceanos
Rios e oceanos agora serão formados pelo mapa quando ele for criado. Os rios são bastante largos e podem tanto ter ligação com o oceano quanto dar voltas e voltar para o ponto de início. Inicialmente os rios não terão correnteza, mas o Notch está pensando em colocar.

- Combate com arco
O combate com arco será melhorando. Agora é possível segurar o arco armado por mais tempo para gerar um ataque mais forte. Danos críticos também são obtidos em algumas situações e tiram mais vida do oponente.

- Novos biomas
A grande mudança nos biomas é que a diferença entre eles no cenário terá uma borda mais marcante do que atualmente. Será muito fácil identificar o local exato da mudança de um bioma e possívelmente teremos um novo cenário de montanhas.

- Modo criativo
Notch contou que vai adicionar um novo modo no jogo chamado Modo Criativo. Nele poderemos voar, controlar dia e noite, gerar qualquer bloco, quebrar blocos com apenas uma batida e criar o que quisermos mais facilmente, perfeito para quem precisava usar mods.

CategoriasUncategorized

Sonhos. ep: 04

agosto 18, 2011 Deixe um comentário

olá, meu nome é Gabriel Machado, eu estou aqui para apresentar o episódio 04: Sonhos de diário do apocalipse.
SINOPSE:
Rivan e Yanna agora estão namorando, as coisas estão prestes à mudar no episódio 4. a paranoia dos sonhos de Gabriel piora e ele só se sente pior! Andreia faz uma façanha ao consertar algo que estava quebrado à tempo: o espirito do grupo, e o som da caminhonete. veja mais em diário do apocalipse ep 04. sonhos

Parte 1

Acordei de um comprido sonho em que o apocalipse havia começado, eu havia matado minha mãe e meu irmão. Eles estavam todos ali, sentados e calados, sem dizer uma palavra. Eu me sentia esquisito, mas quase não liguei. Estávamos em uma sala branca, as luzes ofuscavam os meus olhos. Duas meninas paradas ao longe, mal eu podia ver seus rostos. Na sala estávamos todos vestidos de branco, menos as duas meninas imóveis. Eu e minha família nos entreolhávamos. Minha mãe e meu irmão tinham algumas cicatrizes no rosto. Aquilo era antigo, mas em seus olhos eu podia notar sinais fortes de sofrimento.
Nuno se levantou bruscamente e deu um soco no ar. E como se fosse vidro o ar se quebrou, deixando cacos espalhados pelo chão. O lugar se tornou preto, assim como nossas roupas e as meninas no fundo da sala sumiram.
Sônia, minha mãe pegou um grande pedaço de ar no chão e passando a mão em um lado do vidro fez com que ficasse coberto de prata que se esfriou. Agora, ela segurava um espelho. Virou-o para mim, hesitantemente.
Quando vi minha própria imagem minha cadeira desapareceu, me causando muita dor ao cair nos pedaços pontiagudos de ar: minha imagem estava desfigurada, meus tendões do pescoço estavam à mostra, meus globos oculares estavam como duas bolas, posicionadas delicadamente para não caírem. Essas delicadas bolas, agora, se esbranquiçavam, e lentamente a imagem das duas garotas ficava mais nítida ao fundo da sala e lentamente, com passos curtos, foram se aproximando. Poderia reconhecer seus rostos com mais alguns passos. Minha visão se esbranquiçava, as meninas iam cada vez mais devagar, eu estava ficando cego
Parte 2

O vento, o frio e o barulho foram os fatores que me acordaram do meu sonho, no qual eu era um zumbi. E já não me olhavam mais, todos estavam acostumados com a minha loucura. Yanna sorria para Rivan e vice-versa. Os dois eram muito próximosn Natália e Andreia achavam fofo, já eu, Julio e os gêmeos… Achávamos muito perturbador
Paramos ao lado de uma floresta densa e natural para a refeição do dia: um saco de salgadinho, para oito pessoas. Depois de um dia e meio sem comer aquilo era de certo jeito frustrante, mas a comida estava no fim, se não começássemos a poupar, íamos virar zumbis logo, logo.
– Natália, pode me fazer um favor? – perguntei para ela, que respondeu “talvez” com a cabeça
– Leva o Cão pra passear e você pode aproveitar pra dar uma caçada… Por favor?
– O.K. Mas eu vou precisar de alguém que tenha arma pra vir comigo. Quem se oferece?
Fingi que dormia, Lucas se escondeu atrás da caminhonete e Daniel reclamou:
– Ai meu tornozelo, acho que eu não vou conseguir andar por um tempo, mas eu posso emprestar minha arma pro Rivan, ele pode ir com você.
Rivan tentou inventar alguma coisa, mas não conseguiu a tempo, e teve que concordar. Pegou a arma com Daniel e foi em direção à Yanna. Houve um beijo e alguns murmúrios que foram recebidos por um “UIAHHHHH” de nós todos.
Os dois adentraram na mata e sumiram após alguns metros, cão estava preso à mão de Rivan. Andréia saiu de dentro da cabine da caminhonete, na qual estava nos últimos minutos, deitada nos bancos tentando fazer alguma coisa que ela não quis falar.
– Pessoal, tenho uma surpresa pra vocês todos! – Ela estava bem animada com a tal surpresa, tanto que não conseguia ficar parada. Quando todos nos posicionamos ao redor da porta, ela se virou para trás e fez alguma coisa com o braço. Depois de alguns segundos de silencio uma leve musica começou à tocar, todos ficamos boquiabertos com o que ela acabara de fazer. Ela era um gênio!
Aquele velho som da caminhonete estava estragado, já havíamos tentado ligá-lo antes, mas sem sucesso. O tom de violão se seguiu de um grande solo de guitarra que de repente ficou mais leve e uma letra começou
“Your empty walls, your empty walls
Pretentious attention
Dismissive apprehension
Don’t waste your time on coffins of today
When we decline from the confines of our mind
Don’t waste your time on coffins today

Don’t you see their bodies burning?
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication
Don’t you see their bodies burning?
Desolate and full of yearning
Dying of anticipation
Choking from intoxication

Eu conhecia essa música. Empty walls, do Serj Tankian. O cara do system of a down. A cara de todos foi de espanto e alegria. Finalmente algo que podia nos distrair. Ouvir música.
Mesmo sendo pequeno, foi algo, a música nos fez ficar sentados até que Rivan chegasse com Cão, sozinho
– Cadê a Natália? – Perguntou Andréia ao notar a presença de Rivan.
– Ah, ela foi mijar, já volta – Disse ele sem se preocupar.
Cão se sentia desconfortável perto de Rivan e mordia as correntes, com esperança de que alguém o soltasse. Levantei-me e fui pegar meu mascote que estava relutante para se livrar de Rivan. Quando me aproximei ele correu em minha direção amigavelmente, fiz carinho em seu pescoço e tentei deitá-lo no chão para fazer carinho em sua barriga, ele se recusou, se virou e começou a rosnar e latir para Rivan. O Garoto olhava constantemente para a floresta, como se tivesse medo que alguma coisa lá ò pudesse atacar. Como não tinha certeza se era só paranóia minha chamei Lucas para me acompanhar até a floresta para ver o que cão tinha para nos mostrar.
A floresta era bem densa e após alguns metros não conseguia mas ver a estrada. Cão andava rápido e algumas vezes a corrente precisava ser puxada para impedir que ele me arrastasse pela floresta como um boneco de pano. Andamos cem metros, duzentos metros, trezentos metros, quatrocentos, quinhentos, chegamos. E a cena que vimos mudou nossa vida…
Parte 3
O corpo inerte de Natália era devorado por um morto, sua mão estava descarnada e alguns dedos faltavam e uma inexplicável lágrima escorria de seu olho. Lucas demorou um pouco mais a chegar do que Gabriel e vomitou na hora que viu. A mão de Gabriel estava no ar, segurando minha arma e a cabeça daquele que comia Natália não estava mais lá. Esperei alguns segundos por alguma transformação mas não houve nenhuma.
– Lu… Lu… lu… Lucas – a voz de Gabriel saía com soluços, ele estava chorando e nem havia percebido
– Fal… La
Ele secou as lágrimas, engoliu o choro e continuou
– A gente vai levar o corpo
– O que?! – ele estava muito assustado com a idéia, mas mesmo assim se impôs – Ela tá morta! E se ela reviver?
Gabriel olhou para ela e disse:
– Olha o pescoço, tá quebrado. Não foi o zumbi que matou ela, foi o Rivan!
– Gabriel! Cuidado! – Lucas falou e se jogou em cima de Gabriel, um barulho de tiro foi que Lucas ouviu zunindo por sua orelha.
– Lucas… Sua orelha!! – Gabriel berrou apontando para a orelha de Lucas. – Cuidado! – gritou e empurrou a cara de Lucas para que outro tiro não acertasse sua cabeça, o que lhe custou um dedo.
Sua arma estava no chão a alguns metros, que se arrastou rapidamente e tentou agarrar com sua mão sem um dedo. Outro tiro foi disparado, seu dedo anelar foi arrancado sem piedade e sua arma foi jogada a cinco metros de distancia.
Finalmente teve chance de olhar para seus agressores: Rivan e Yanna.
– Você Yanna? Por quê? Eu te aceitei no grupo sem te pedir nada em troca e foi a mesma coisa com você, Rivan, seu filho da puta!
– É; me aceitou, mas você me respeitava? – Disse Yanna com uma voz de quem acha ter toda a razão
–Como assim te respeitava? Eu tratava todos iguais!
– Cala a boca! Cala a boca, sou eu que mando! – ela era assustadora com aquele tamanho, ela parecia um homem adulto, ao contrário de Rivan, que era baixinho, aquele rato sujo, sabia que tinha alguma coisa errada com ele desde que ele achou que éramos alucinações no esgoto. Eu olhava em seus olhos e via sua alma. Eu não via nada alem daqueles olhos castanhos que me davam nojo, desprezo.
Parte 4

Lucas e Gabriel, agora estavam amarrados juntos com as correntes de cão, inconscientes. Rivan estava beijando Yanna, eles iam matar os garotos juntos. Era como um ritual bizarro que Rivan tinha decidido fazer
– Pode ir primeiro, amor – Ele disse à Yanna que sorriu e pegou a arma da mão de Rivan.
Rivan fechou os olhos, esperando pelo barulho do tiro e oi o que ouviu, mas o inesperado foi o som surdo, já que eles estavam deitados. Abriu os olhos e viu Yanna jogada no chão com um buraco enorme na parte de trás da cabeça e uma moto vindo em sua direção. O tempo foi de ouvir o ronco do motor e tentar se proteger do inevitável.
O assassino, agora estava morto e duas meninas, agora desciam da moto. Gabriel recobrava a consciência lentamente e podia ver duas meninas se aproximando. Mais alguns passos e poderia ver seus rostos
Seus olhos iam se fechando, podia sentir os pedaços pontiagudos de ar perfurarem-no, e ele agonizava na sensação de déjà vu que seu sonho agora lhe proporcionava. Seus olhos se fechavam lentamente e as sombras iam tomando formas: uma mulher segurando um espelho ao lado de um adolescente levantado, agora ele torcia para que sangrasse até morrer, não poderia suportar mais um segundo daquilo. As garotas se aproximavam cada vez mais devagar, mas seus olhos não lhe pertenciam mais.

Categoriaszumbis

EU AINDA EXISTO

agosto 10, 2011 Deixe um comentário

pode parecer que eu tô mentindo, mas o episódio 4 está saindo do forno. eu tenho até o episódio 7 no meu caderno, mas até eu ter tempo de digitalizar vai demorar um pouco, episódio 4 provavelmente sai ainda hoje, caso o contrário sai amanhã. aguardem!!!

vou passar um trecho da parte um pra ninguém dizer que eu to mentindo

Parte 1

 

Acordei de um comprido sonho em que o apocalipse havia começado, eu havia matado minha mãe e meu irmão. Eles estavam todos ali, sentados e calados, sem dizer uma palavra. Eu me sentia esquisito, mas quase não liguei. Estávamos em uma sala branca, as luzes ofuscavam os meus olhos. Duas meninas paradas ao longe, mal eu podia ver seus rostos. Na sala estávamos todos vestidos de branco, menos as duas meninas imóveis. Eu e minha família nos entreolhávamos. Minha mãe e meu irmão tinham algumas cicatrizes no rosto. Aquilo era antigo, mas em seus olhos eu podia notar sinais fortes de sofrimento.

Nuno se levantou bruscamente e deu um soco no ar. E como se fosse vidro o ar se quebrou, deixando cacos espalhados pelo chão. O lugar se tornou preto, assim como nossas roupas e as meninas no fundo da sala sumiram.

Sônia, minha mãe pegou um grande pedaço de ar no chão e passando a mão em um lado do vidro fez com que ficasse coberto de prata que se esfriou. Agora, ela segurava um espelho. Virou-o para mim, hesitantemente.

Quando vi minha própria imagem minha cadeira desapareceu, me causando muita dor ao cair nos pedaços pontiagudos de ar: minha imagem estava desfigurada, meus tendões do pescoço estavam à mostra, meus globos oculares estavam como duas bolas, posicionadas delicadamente para não caírem. Essas delicadas bolas, agora, se esbranquiçavam, e lentamente a imagem das duas garotas ficava mais nítida ao fundo da sala e lentamente, com passos curtos, foram se aproximando. Poderia reconhecer seus rostos com mais alguns passos.

CategoriasUncategorized

AVISO

Desculpem, ando muito ocupado ultimamente e quase não tenho tempo pra escrever. prometo que o proximo episódio de diário do apocalipse sairá logo. enquanto isso fiquem com esse especial de imagens de zumbis da serie The Walking Dead, segunda temporada

 

 

 

CategoriasUncategorized

Ratos ep: 003 temp: 02

Parte 1

Só havia oito dias que Andréia e Julio tinham se juntado ao grupo, na verdade, somente sete dias e uma noite. Lucas não dormira na noite em que os dois haviam se juntado ao grupo por causa da dor no buraco que antes era seu dente canino e Gabriel, pois era o motorista, ele dormia durante o dia e quase não se comunicava com os outros, isso estava começando a mudar, pois Julio estava aprendendo a dirigir e começando a ocupar parcialmente seu lugar como motorista. O sol se levantava por cima da estrada, parecendo que estavam dirigindo em direção a ele, ele estava amarelo e maior do que o que se costuma ver, mas mesmo assim o frio tinha formado uma camada de gelo fina sobre o capim que recobria as bordas de terra vermelha da estrada que era cercada por uma floresta artificial de pinheiros.

Gabriel decidiu fazer uma parada, montaram acampamento, fizeram uma fogueira com alguns gravetos de pinheiro e aqueceram um pouco a água já que ela havia congelado com o frio da noite. Só não nevou por que era época de seca, o fim da época de seca. Eram pelo menos dez barracas que tinham ali, mas resolveram montar somente duas. Os grupos que iam ficar em cada barraca foram divididos da maneira mais cretina possível: meninas de um lado, meninos do outro. A primeira idéia foi de Julio e Andréia: casais de um lado, solteiros do outro, mas eles dois eram o único casal, então foi decidido o que foi decidido.

- Pessoal, a comida ta acabando, se não conseguirmos nos aquecer vamos morrer de frio, a caminhonete fica apertada pra sete pessoas, o Daniel não para de peidar aqui! – Julio foi direto.

– Não fui eu, são os zumbis apodrecendo.

Julio continuou, ignorando o comentário de Daniel

–O que vamos fazer?

– Que tal: a gente mata o Daniel. Assim a gente ganha mais um saco de dormir, mais um agasalho, mais espaço na caminhonete, a comida vai demorar menos pra acabar, a gente ainda vai ganhar mais carne e ele vai parar de peidar! – disse Gabriel dando uma risadinha no final. Todos riram em seguida, inclusive Daniel. Foi a primeira vez que riram em dias, foi animador, na verdade, a segunda coisa mais animadora que aconteceu naquela manhã.

Ouviram um barulho na mata. Os que tinham armas, as tiraram de dentro dos casacos e miraram naquela região das árvores. Ninguém atirou, nem quando viram sair de trás das árvores um enorme pastor alemão, com cores variadas do preto ao amarelo, que se aproximou deles com passos calmos e dinâmicos. Chegou em Gabriel que tinha deixado sua arma dentro da barraca quando viu o cachorro. Os outros miravam através de suas armas o animal que se aproximava. Ao chegar perto o bastante o cachorro começou a lamber a mão de Gabriel num gesto de amizade.

 

– ele gostou de você. Ou pelo menos da sujeira da sua mão – Disse Andréia, sorrindo. Era verdade, as mãos do garoto estavam bem sujas, de comida e terra que se acumulara nas suas unhas que ele não cortava fazia meses, desde antes do apocalipse. Ele achava que não era mais importante, já que a aparência não importava mais

– Ficamos com ele? – Gabriel se virou pra perguntar, sem tirar a mão do lugar para o cachorro parar de lambe-la – quem quer levanta a mão. – todos levantaram a mão – Bem-vindo ao grupo Cão

Parte 2

Tinham voltado à estrada havia poucas horas e o sol estava no pico, estava frio, mas não congelando como a madrugada e o início da manhã. Os que estavam atrás estavam sentindo “a fúria dos buracos” na estrada. Só Gabriel e Cão estavam na frente, separados do grupo que ria de alguma piada sobre o cachorro, feita por Lucas.

Gabriel parou no acostamento ao ver a cidade que se elevava no horizonte: uma cidade grande. O lugar que alguns dos manuais de sobrevivência zumbi, que lia na internet como uma piada, diziam que era o lugar que você deveria evitar, mas alguns diziam o contrário, diziam que os riscos eram iguais aos benefícios. Hora de mais uma votação.

- Se entrarmos estaremos correndo risco de vida, mas se não entrarmos também. Se entrarmos poderemos morrer por causa do numero de zumbis, mas podemos achar suprimentos, agasalhos, livros, coisas que tornem nossas vidas mais fáceis antes que piorem com o avanço do apocalipse. Eu vi minha mãe morrer, meu irmão matou ela, e eu tive que rematá-la e matar meu irmão. Sei que alguns de vocês fizeram a mesma coisa – após dizer isso Gabriel olhou para Lucas, Natália e Daniel. – sabemos que é rápido, demora uns dez segundos no máximo. Caso o contrário: segundo esse mapa a próxima cidade fica a cem quilômetros daqui, e é maior que essa, uma grande metrópole, daí por diante, só vai aumentando. Poderemos morrer de fome se não formos aqui, e alem disso a água já vai acabar – Gabriel finalizou, mexendo a garrafa de água em círculos, fazendo o resto da água ali rodar pelo plástico.

A votação durou pelo menos 10 minutos, com 4×3 para os que queriam entrar na cidade. Então foi decidido que os que não queriam entrar na cidade ficariam no carro, vigiando e garantindo a segurança dos que estavam lá dentro.

Se prepararam, os seis (contando com cão), já que Andréia havia cedido e decidido entrar com o grupo na cidade. Ficaram na caminhonete: Yanna e Lucas.

- Pessoal, tão vende aquele grupinho de zumbis ali? Então, vamos ter que tomar um cuidado extra com eles, se nos cercarem a estamos mortos! Vamos pelos becos, a gente vai separar assim: Julio, Cão e eu procuraremos comida e água, vocês vão procurar roupas e coisas que possam nos aquecer. A gente pode pegar roupas, se acharmos tanto quanto vocês podem pegar comida. se acharem se conseguirem algo: voltem para o carro, se não conseguirem nada… – Gabriel parou o discurso, tirando do bolso dois relógios de pulso – achei eles na caminhonete, se não conseguirem nada voltem pro carro até 18:30, se não vamos embora sem vocês. Também entreguei um relógio para a Yanna e ensinei o básico pra ela dirigir se não voltarmos até seis e meia, beleza, vamos entrar!

Caminharam pela planície árida e fria de terra seca, cheia de capim verdíssimo que circundava os arredores da cidade (a vegetação era rasteira, como capim e ervas.) a cidade se elevava cada vez mais, sendo até intimidadora. Chegaram à borda da cidade, onde cada um pegou sua arma e depois de algumas ruas o grupo foi começando a se distanciar, eram 14:27, tinham quatro horas e três minutos.

Parte 3

O som de tênis se chocando contra o asfalto era plenamente audível, Gabriel corria atrás de Julio, que antes lhe tinha chamado atenção ao supermercado que avistara há pouco. Os cabelos desmanchados que anteriormente estavam espetados para cima chacoalhavam contra o pescoço coberto por um cachecol de lã. Esse era Julio, Gabriel estava correndo logo atrás, com seus cabelos compridos que iam até o início das costas estavam balançando ao vento e batendo com força em seu cachecol. Tropeçou em algo e caiu no chão aparando a queda com as mãos, que se ralaram com a fricção com o asfalto áspero, Julio voltou para ajudá-lo a levantar

– Tô de boa – disse, se levantando rapidamente e voltando aos tropeços a correr.

O outro grupo também havia avistado o supermercado e os grupos se encontraram próximos da entrada

– Ganhamos na loteria – Disse Daniel, balançando os dedos indicadores.

Todos se aproximaram da porta, mas não estavam preparados para o que veriam. Era uma armadilha do destino, o supermercado estava lotado, até o talo de zumbis. Gabriel deu um berro de raiva, tão alto que atraiu a atenção de Yanna e Lucas que estavam na caminhonete. Ele pegou a sua arma e começou a atirar em todos os zumbis, sem entrar no mercado, fechou a porta e se encostou nela, se arrastando pelo vidro até ficar sentado sobre os próprios pés. Esfregou a testa com força. Todo o barulho que fizera foi um erro. Dos becos e ruas principais, crescia lentamente uma massa de zumbis que se aproximava. O grupo estava atento a qualquer jeito de sair vivo. Não havia. Gabriel não concordava, na primeira oportunidade correu até o a tampa do esgoto, ligou sua lanterna e pulou dentro do buraco, sem pensar duas vezes.

O garoto pensava que iria cair em água suja ou em concreto, mas estava enganado, caiu em um chão de madeira, ao menos era isso que parecia, mirou a lanterna e olhou em volta, uma estrutura de tábuas se erguia das águas nojentas que cobriam o chão, Cão caiu em cima dele, fazendo-o cair com o queixo na estrutura e fazendo sua lanterna rolar para longe, iluminando uma parede sem nada de especial do esgoto.

– Ai caralho – ele disse isso e depois soltou um gemido de dor, Cão andara um pouco para trás para sair de cima de Gabriel.

– Pessoal, vocês tem que ver isso! – berrou Gabriel para o buraco que dava na superfície. Ninguém hesitou, todos pularam.

Se espalhando para as tábuas não quebrarem com o peso de todos juntos, foram andando lentamente pela ponte de madeira, se podia sentir um cheiro de sangue. Um julgamento precipitado veio à cabeça de todos ao sentirem aquilo. A cada passo que davam o medo tomava conta, talvez por que o que encontrariam não era zumbi e talvez também não fosse um humano muito amigável. Viram o brilho de fogo, agora o cheiro de sangue era insuportável. Se aproximavam, cautelosamente, movimento, o fogo crepitante quase não iluminava nada, Gabriel teve que iluminar o rato que foi jogado em uma pilha com cerca de dez outros, sua barriga estava aberta, era dali que vinha o cheiro. Se aproximaram mais rapidamente agora que sabia que era algo inteligente o bastante para caçar algo rápido como um rato, era um garoto, iluminaram sua cara, ele fechou os olhos por causa da luz forte e bloqueou o feixe de luz com a mão

– Qual seu nome? – perguntou Gabriel tirando a lanterna de sua cara

Silencio, ele continuou destripando os ratos. Havia só mais dois com a barriga fechada.

– se você não falar qual é o seu nome eu vou achar que você é um zumbi e vou dar um tiro na sua cabeça – ameaçou Andréia que numa tentativa de se aproximar foi impedida por Natália. Cão agora cheirava os ratos, só não os comia pois Daniel estava segurando sua coleira.

– Meu nome é Rivan.

– Cara, eu tô te oferecendo uma chance de sobreviver, o que você tem a perder?

Rivan não falou nada, apenas se pôs de pé e chamou, usando a mão para que o seguissem

– por qual esgoto vocês entraram? – perguntou Rivan, quebrando o silencio depois de três minutos calado

– Perto do supermercado

– O.K. – Rivan estava pensativo e logo em seguida tirou um pedaço de papel do seu bolso, desdobrou-o e disse – Droga, a partir daqui não tem mais tábuas.

Na verdade, a ponte de Rivan não era grande, era como uma espécie de forte, aquilo o grupo de Gabriel faria em um dia, mas era realmente muito legal.

Parte 4

Depois de uma hora estavam subindo um buraco que dava na superfície e vendo a luz do dia novamente. Eram 17:00 e estava anoitecendo. Tinham tempo o bastante para voltar. A caminhada foi longa, eles  tiveram que contornar correndo a cidade e sinalizar que eles estavam voltando quando chegaram do outro lado. Estavam subindo a ladeira em que haviam deixado o carro, onde Yanna e Lucas estavam conversando.

Foi decepcionante e desgastante ter ido à cidade, todos se arrependiam amargamente por ter concordado na decisão de Gabriel. Mas naquela noite, eles fariam uma grande votação, que decidiria quem seria o líder. Gabriel não se candidatou.

– Cara, concorre, eu quero votar em você – Diziam os menos chegados

– Arregô – Diziam os amigos mais próximos

A hora da votação.

– Bem pessoal, acho que agora que o Gabriel arregô nos podemos dizer que ele seria o PERFEITO CANDIDATO – Julio berrava em seu ouvido – então que se dane, ele vai ser nosso líder, quer ele queira ou não!

–tudo bem, tudo bem, eu vou ser o líder – disse Gabriel esboçando um sorriso fraco e maroto.

Aquela noite foi tranquila, nenhum morto se aproximou deles, Yanna e Julio vigiaram o carro durante a noite e a manhã foi tranquila com um café da manhã mínimo, de cinco cream cracker com patê enlatado para cada. Até que Natália teve coragem de perguntar o que todos queriam saber

– Pra onde a gente vai? A gente ta viajando a dias e você ainda não respondeu, toda vez que a gente pergunta você não responde, só muda de assunto!

– Tá bom… Alguém aqui conhece o arquipélago de Fernando de Noronha?

– Fernando de Noronha, por que lá? – Julio se intrometeu

– Não é obvio? Lá é uma ilha! Se o vírus chegou lá, vai ser muito mais fácil de acabar com eles, ou será nossa chance de ficar na nossa, lá tem peixes, isso é comida e eu sempre quis ir pra lá.

Rivan que apenas escutava a conversa, subitamente se levantou e começou a andar em direção à cidade

– Ei doido, o que cê ta fazendo? – perguntou Andréia passando de sentada pra deitada

– Só vou olhar eles pela ultima vez.

– Eles? Os mortos?

– Eles, meus pais.

CategoriasUncategorized

Deliver me to hell

é  meio antiguinho, mas ainda assim é um ótimo, ÓTIMO passatempo.

CategoriasUncategorized
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.